A Lei Federal n. 10.447, de 09 de maio de
2002, instituiu o dia 25 de maio de 2012 como o “Dia Nacional da Adoção”, para
reflexão e conscientização sobre esta forma de colocação em família substituta
de crianças e de adolescentes (geralmente).
A primeira reflexão diz respeito à
necessidade premente de se informar sobre as consequências negativas que poderão
advir da chamada “adoção à brasileira”, quando pessoas que não se encontram
devidamente inscritas no cadastro de adotantes burlam a legislação e obtém a
guarda de crianças de forma clandestina, sem acompanhamento da equipe
multidisciplinar do Poder Judiciário. Essa decisão açodada a médio ou longo
prazo poderá trazer graves prejuízos aos “adotantes” e principalmente à criança
que foi inserida em um contexto familiar que pode vir de encontro aos seus
interesses.
O segundo ponto a ser destacado é sobre
a adoção tardia, prática ainda muito pouco enraizada na sociedade brasileira. A
idéia de que a adoção de crianças e adolescentes com a idade um pouco mais
avançada pode trazer problemas de adaptação ainda é disseminada de forma equivocada.
Há exemplos que desmentem essa noção distorcida. Basta acessar o site da
campanha Adoção – Laços de Amor (clique aqui) para se constatar que a adoção
tardia pode se constituir em experiência transformadora de amor e de carinho.
Além disso, as crianças e adolescentes acolhidos institucionalmente devem ser atendidos de forma efetiva e prioritária por toda a rede de garantia de direitos, para que essa medida protetiva efetivamente seja breve e excepcional.
Para terminar,
fica se seguinte reflexão:
"Adotar é acreditar que a história é mais forte
que a hereditariedade, que o amor é mais forte que o destino".
Lidia Weber
Psicóloga
Lidia Weber
Psicóloga
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